Quando os Iodo se formaram, estávamos longe de pensar conseguir gravar um single, quanto mais um LP. Foi tudo rápido como a chama de um fosforo. As editoras tinham ganancia, e os grupos tinham ambição. Ambas, desmedidas.
O convite de gravarmos um LP, suscitou-me em primeiro lugar um entusiasmo natural, mas também o sentimento de que ainda não estávamos preparados para construir um álbum. A minha opinião foi a de que deveríamos ter colocado um terceiro single no mercado, com os temas "Expiração de um Louco", da autoria do Luís Cabral, no lado A e "Ventos do Além", da minha autoria, no lado B.
Depois, deveríamos amadurecer e construir temas para um álbum.
Como os factos demonstram, não fui ouvido, e como os factos demonstram também, o LP foi um fracasso, arrasado pela critica, e não vendeu. E o Iodo acabou.
Depois, deveríamos amadurecer e construir temas para um álbum.
Como os factos demonstram, não fui ouvido, e como os factos demonstram também, o LP foi um fracasso, arrasado pela critica, e não vendeu. E o Iodo acabou.
Entendo, em grande parte, os motivos desse fiasco, dadas as expectativas dos especializados e do publico: é que o Iodo do LP não era nada o Iodo dos singles. Alguns temas foram metidos à pressa, e sob pressão. A mistura foi uma bosta, com o resultado de um som amaricado, que não identificava o verdadeiro som da banda ao vivo, registado nos singles.
Como nunca gostei de águas paradas, e antecipando um final anunciado, larguei a banda quase após as gravações do disco.
Nem compareci aos trabalhos de mistura, nem à elaboração da capa, ou qualquer outra actividade relacionada com o disco, cujo exemplar que possuo, tive de o comprar.
O Iodo para mim morrera, e a Musica esperava-me em outros lugares.
Contudo foi uma experiência única, e que teve este lado menos bom. Sobre os restantes lados, por aqui se falará mais tarde.











