Ao longo da minha vida de musico, perdi a conta exacta às guitarras que tive. Creio que ao todo, perto de 50, entre chegadas e partidas, um pouco na linha da canção do Martinho da Vila, "Mulheres". Muitas delas nem ficaram muito tempo. Umas por fraca qualidade, outras por não correspondem aquilo que esperava delas, e também porque entendo que a guitarra deve ser tocada, senão, passa a ser um mero objecto de adorno, e vai definhando com o tempo. Mais uma comparação com o tema do Martinho...
Da primeira viola que tive e nunca esquecerei, onde aprendi os primeiros LA's e MI's, à ultima, adquirida antes de ontem, todas têm uma historia e um motivo de compra e de pertença. Para além de uma ferramenta, a guitarra é uma extensão do musico, no conceito da execução e da comunhão.
De que me serve ter uma guitarra de 5 mil euros, se não me identifico com ela?
Por isso, existem na minha vida, guitarras que foram apenas instrumentos de passagem, e outras que nela sempre permanecerão. Assim acontece também com os afectos humanos.
As que vão ficando, têm e dão-me o prazer de reproduzir musica, e digo têm, porque acredito que sendo a guitarra em grande parte, madeira, esta continua viva. Que o digam os habitantes de Cremona, o berço dos Stradivarius.
As que vão ficando, têm e dão-me o prazer de reproduzir musica, e digo têm, porque acredito que sendo a guitarra em grande parte, madeira, esta continua viva. Que o digam os habitantes de Cremona, o berço dos Stradivarius.









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