Antes dos P.A.s (abreviatura de Public Adress) existiam as "aparelhagens de vozes" destinadas apenas a amplificar todo o som captado pelos microfones, sendo contemplados apenas as vozes e os instrumentos de sopro. Os restantes, guitarristas, e teclistas para se fazerem ouvir tinham de se munir de autênticas torres de som, e o baterista era sempre o mais sacrificado na luta pelos decibéis pois não actuava amplificado. Tinha de bater muito forte.
Existia inicialmente a escolha de colocar a "mesa das vozes" mesmo na frente do palco, o que não era nada prático para ir regulando o som, mas dava nas vistas. Mais tarde, o bom senso aconselhou a que a mesa passasse para a retaguarda ou laterais do palco, bem à mão do vocalista. E alguns adoravam encher o seu som com eco, de modo a não se entender uma palavra daquilo que cantavam.
Era também o tempo das "câmaras de eco" que deliciavam o pessoal quando faziam aquele teste de som: oh, oh, dois, dois, som, som.
Não obstante os exageros e limitações da época, era quase sempre mais agradável escutar uma banda em salas, com este tipo de equipamento, do que amplificada por P.A. isto porque a relação dimensão da sala / potência do P.A. era e é desproporcionada, e também porque a maioria dos conjuntos exagera sempre nos volumes e regulações.
Caso para dizer neste caso, que antes é que era bom.
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| O Código, com a mesa das vozes atrás Na foto o Zé "Patilhas", o Eduardo Beirão e eu |
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| O Codigo, com a mesa à frente do palco Na foto, o Zé "Patilhas", o Paulo, o Espírito Santo, o João Mário, o Casquinha, o Jacinto Montezo, e o Valdemar |


Jorge disseste o nome de todos, mas eu tambem estou lá, mesmo encostado ao palco sou eu Arlindo Vicente do Alpha Band de corroios.
ResponderEliminarGrande abraço, Arlindo. Obrigado por seguires o blog.
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