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| Instituto Camões, Luxemburgo |
| Restaurante Chiado Luxembourg, Belvaux |
| Casino de Mondorf-les-Bains |
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| Restaurante O Forno, Esch-sur-Alzette |
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| Restaurante La Taverne, Luxembourg |
O Fado era, nos meus tempos de infância, um estilo mal amado, e mesmo quando comecei a tocar, era praticamente banido dos reportórios, muito mais focados em musicas estrangeiras.
O meu encontro profissional com o Fado começa na boite O Selim, onde tinha de acompanhar artistas que cantavam o género fado-canção. Com o guitarrista residente do Selim, o Nelo, aprendi algumas técnicas de trinar e fazer soar a guitarra eléctrica o mais parecido possível com a guitarra de fado. E o Nelo era um executante exímio, ou não fosse ele o guitarrista da orquestra da Emissora Nacional, hoje Antena 1.
Partilhei muitos palcos e espectáculos com fadistas, tais como Amália, Herminia Silva, António Mourão, Vasco Rafael, Alexandra, Camané, Ana Moura, entre outros que esqueci, sem nunca dar o devido valor a este tesouro da nossa Musica.
Cheguei até a fazer (ou tentar) o som a um tal qualquer coisa da Câmara Pereira, e no fim nem um obrigado. Sim, a falta de educação também existe nos "artistas".
No Luxemburgo, por feliz acaso, e por mão de a quem dedicarei mais tarde um merecido post, conheci o Pedro Quintas, um excelente executante de guitarra portuguesa, que me fez modificar todo o meu conceito relativo ao Fado, e principalmente ao papel da guitarra de acompanhamento, cargo a que eu mesmo me propusera, sem fazer ideia da complexa responsabilidade deste trabalho.
E dai que comecei por ter ensaios que eram mais aulas do que ensaio, com lições de postura, modo de dedilhar e executar os baixos, extremamente importantes no acompanhamento. Ao mesmo tempo fui começando a evoluir na arte de cantar e sentir o Fado, e de tal forma vesti esta camisola, que adquiri uma viola especifica para o efeito, uma APC, fabricada em Braga, e com cordas de aço. Dura mas competente.
Da parceria com o Pedro, nasceu o duo, 2 Guitarras, que com maia dúzia de ensaios, umas feijoadas e uns tintos, começou a tocar, com uma formula descomplicada: o Pedro executando alguns temas a solo, de Fados de Coimbra, e Carlos Paredes, e o restante do espectáculo, com um naipe de Fados, escolhidos em torno das minhas possibilidades vocais e de execução, com finais extras, abordando Rui Veloso, Vinicius e até Led Zeppelin e Pink Floyd.
Foi muito bom, enquanto durou. E o meu respeito ao Fado, cresceu desmesuradamente. Hoje, quando o canto nos meus espectáculos, sinto-o, e faço com que, quem me escuta, o sinta.



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