Todos os músicos têm, inevitavelmente, influências. O musico que consegue dissociar as suas influências e cria um estilo próprio, é, quanto a mim, um génio, marcando a sua individualidade, e ficando para sempre na Historia. Quando se escuta Mozart, Carlos Paredes, ou Mark Knopfler, (esta escolha não é por critério de eleição) sabemos de imediato identificá-los. A sua marca é exclusiva.
No caso do som e obra de Steve Hackett, o assunto é mais discreto, ou menos evidente. Imagino que o Steve seja uma pessoa muito calma, introvertida, porém, completamente seguro de si e da sua arte, e que mesmo tendo o gosto de "brilhar", gosta de brilhar em grupo. Por isso, a sua forma de estar, de tocar, de assumir o palco. O Genesis deram-lhe um palco inigualável. A sua carreira seria bem diferente, sem os Genesis, tal como os Genesis seriam bem menores sem o Steve. E quando ouvi pela primeira vez o seu trabalho... fiquei literalmente influenciado. Em momentos parece que não damos por ele, mas a sua guitarra está presente, e como. Assim como irrompe pelo tema dentro, rasgando tudo à sua volta com solos envolventes e arrebatadores.
O primeiro disco de vinil que comprei dos Genesis foi o Selling England by the Pound, em 1973, e de imediato se estabeleceu a minha devoção a este grupo, desde a primeira audição. Na medida das posses económicas fui comprando os LP's anteriores, tendo conseguido mandar vir o primeiro vinil de Inglaterra, pois não o consegui em Portugal.
No caso do som e obra de Steve Hackett, o assunto é mais discreto, ou menos evidente. Imagino que o Steve seja uma pessoa muito calma, introvertida, porém, completamente seguro de si e da sua arte, e que mesmo tendo o gosto de "brilhar", gosta de brilhar em grupo. Por isso, a sua forma de estar, de tocar, de assumir o palco. O Genesis deram-lhe um palco inigualável. A sua carreira seria bem diferente, sem os Genesis, tal como os Genesis seriam bem menores sem o Steve. E quando ouvi pela primeira vez o seu trabalho... fiquei literalmente influenciado. Em momentos parece que não damos por ele, mas a sua guitarra está presente, e como. Assim como irrompe pelo tema dentro, rasgando tudo à sua volta com solos envolventes e arrebatadores.
O primeiro disco de vinil que comprei dos Genesis foi o Selling England by the Pound, em 1973, e de imediato se estabeleceu a minha devoção a este grupo, desde a primeira audição. Na medida das posses económicas fui comprando os LP's anteriores, tendo conseguido mandar vir o primeiro vinil de Inglaterra, pois não o consegui em Portugal.
A sós, ou com o meu amigo e parceiro de palcos, Alcobia, passava os Genesis, sem descanso. E em muitos ensaios, naquelas desbundas que apenas os músicos sabem o quanto é bom, tentávamos como sabíamos dar corpo aos estilos Steve Hackett e Phil Collins.
Um amigo, disse-me uma vez que o solo de guitarra que faço no tema Expiração de um Louco, no LP Manicómio, do Iodo, tem sonoridade e inspiração "Hacketiana". E provavelmente tem.
Muitas vezes busquei na minha Gibson, o som abafado do humbuker grave, cortando-lhe totalmente os agudos, e equalizando com graves e médios, e efeito sustain. O resto, reside na execução. No talento.
Pelo que sendo fã dos Genesis, e particularmente do Steve Hackett, foi, em 1975, um sonho realizado, ter conseguido assistir ao concerto que deram em Cascais. Foi, como referi o concerto da minha vida, (e eu que tenho uma boa quantidade de concertos vividos) com um som avasslador.
Nunca deixei de acompanhar a obra e percurso do Steve, depois de abandonar os Genesis, e de continuar a admirar a sua técnica tanto na execução eléctrica como acústica. No Código, com o Virgílio na Voz, chegamos a tocar os temas Carpet Crawlers, e Squonk.
Quando tenho possibilidade, em publico, executo o solo do Firth of Fifth, que é para mim um dos mais belos solos de guitarra.
O vislumbre de possibilidade de poder reencontrar o Steve Hackett, e revisitar o Selling ao vivo, já me deixa hoje com aquela sensação de borboletas no estômago.
Começa hoje a contagem decrescente.






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