O Via Verde, surgiu em 1999, sucedendo aos restos mortais da enéssiva formação do Código, e revitalizado com gente nova, porque para isto de palcos, há que haver gente nova e com pedalada.
Tivemos algumas mudanças de teclistas, e por alguns tempos uma vocalista, e a formação durou até à noite de fim de ano de 2006 para 2007.
Olhando por todas as formações pelas quais passei, posso assegurar que sendo este o grupo com o qual me despedi dos palcos de bailes, foi sem duvida um bom arrumar de botas.
Desde o inicio que criamos uma empatia entre os quatro elementos da formação. Até ali sempre tocara com pessoal mais velho, e ser o mais velho da banda custou-me a carinhosa alcunha de - velho.
Fazendo contratos directos, e agenciados por alguns empresários do mundo do espectáculo nunca nos faltou trabalho, principalmente do período que ia dos santos populares ao final do verão, fazendo autenticas digressões, por vezes de uma semana. As aventuras, como se calcula, foram imensas, e o gozo no palco, nos trajectos, nas refeições, nos hotéis, foram-no igualmente.
O pior mesmo, era um mal comum a muitas bandas neste registo: os cachéts baixos, dado que os músicos, na ganância de tocar, foram desvalorizando o seu trabalho, e quem contrata, é quase sempre oportunista. Mas mesmo assim tivemos recordes de facturação, como aconteceu com o valor que recebemos na passagem de ano de 1999 para 2000, data em que toda a gente perdeu a cabeça, e afinal foi apenas uma simples mudança de calendário, como acontece todos os anos.
Era também frustrante termos de sustentar uma boa parte do repertório com musicas que não nos diziam nada, mas o mercado assim o obrigava. Valiam-nos os momentos em que podíamos "abrir" tocando rock & roll, e alguns temas dos Xutos, Iris e dos Quinta do Bill.
Foi nesta banda que descobri, ao introduzirmos temas de um conhecido "artista", cantados pelos Luis Borges, os plagios aos temas "Siffler sur la colline" ( versão de "suddenly you love me" dos Tremeloes) do Joe Dassin, e da canção "l'idiot"de Hervé Vilard.
Na dificuldade de conseguirmos um teclista, e perante a evidência já anunciada de que o velho tinha de mudar de vida musical, decidimos terminar, sem nostalgias, na data anunciada.
E em boa hora, pois sem que houvessem previsões, novos e bons caminhos se anunciaram.
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| Na noite de S. Pedro, no Seixal |
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| Na Quinta da Cabrinha, em Palmela, a formação original |
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| No casamento do nosso teclista Luís Silva |
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| Em Loures, com a Tânia como vocalista e o Nuno Tavares nas teclas |
A formação inicial:
Luís Ferreira, Bateria
Luís Silva, Teclados
Luís Borges, Baixo, vozes
Jorge Trindade, Guitarras, vozes
Quem também fez parte:
Tânia Grelha, Voz
Nuno Tavares, Teclados
José Pereira, Teclados





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