A minha ultima banda de palcos foi o Via Verde. Fomos um quarteto divertido, que chegou a ser quinteto. O acumular de tantos anos em palcos, as noites não dormidas, e a falta de qualidade dos temas que tínhamos de tocar ditaram a minha decisão de mudar de rumo.
Com efeito, na medida em que os anos passaram, o tipo de repertório que era exigido nos bailes, passou de bom, nos anos 70 e 80, para mau e péssimo dos anos 90 para a frente. Valiam-nos alguns momentos de desbunda là para o final dos bailes com uns temperos de rock.
O ultimo baile que fiz foi na passagem de ano de 2006 para 2007, em Mem Martins.
Desde 2003 que comecei a frequentar o restaurante Baìa, no Seixal. Em algumas quintas-feiras haviam fados fora do conceito tradicional, os músicos, um deles irmão da Dulce Pontes, com uma execução suprema, e sempre 3 a 4 fadistas, entre os quais, um desconhecido na época, de nome António Zambujo.
No Baía descobri também a mestria do Vítor Paulo, tanto no canto como na guitarra. E foi este modelo de espectáculo que me seduziu, e me fez propor à Sara, a gerente da casa, tocar nas quartas a sábados.
O Baía tinha o ambiente prefeito para musica ao vivo, no estilo soft, durante a refeição e bem animado para o final da noite. A clientela era selecta, de bom gosto, gastronómico e musical. Iam para comer e ficar, e não simplesmente comer. A decoração e iluminação era acolhedora. Aconteceram ali inesquecíveis e irrepetíveis momentos musicais.
Com o tempo fui aperfeiçoando a execução em guitarra acústica, e melhorando o canto, construindo um repertório que tinha a ver com as minhas preferências.
Foi no Baía, que ousei começar a tocar Chico Buarque, Caetano Veloso, Sérgio Godinho, Nat King Cole, e tantos outros.
Por ali reencontrei o Fernando Emanuel, teclista do Código, e à data Maestro de orquestra, em Haia, e também o António Manuel Ribeiro, que ainda cantou o Sozinho do Caetano Veloso.
Contudo, o Baía fechou, vindo a abrir mais tarde com nova gerência. Foi por essa altura que comecei a tocar no Taberna do Sousa, também no Seixal.
| No aniversário da Sara. |
![]() |
| Com a minha Fender DG-20CE, a primeira guitarra que trouxe para actuar no Luxemburgo |

Sem comentários:
Enviar um comentário