Sem sabermos o que isso era, o Sound Five era como uma boys-band local, se as houvessem nos anos 70. Não começamos a tocar juntos nesta formação. O quarteto nuclear (na primeira foto) começou num grupo chamado Psicose. Para além destes 4, havia o Salgadinho nas teclas, individuo que mais tarde viria a abusar da minha confiança, e o Hélio, no saxofone, já falecido.
Não recordo em rigor, os motivos do reagrupamento do Sound Five. Lembro-me que para além de uma banda de referência, por ali passaram músicos com os quais mais tarde viria a tocar o Amândio (guitarrista), o Alexandre (vocalista).
Neste reagrupamento, encontrei de inicio um cantor que tinha dezenas da cantigas escritas por ele, algumas com uma qualidade razoável, que faziam parte do repertório, uma delas chamava-se "miúda tu não vais à escola".
Quando o nosso quinteto ganha forma com o Valente nas teclas começamos a tocar essencialmente musicas cantadas em inglês e a dar os primeiros passos na inclusão do rock nas nossas actuações. Destaco o "easy living" dos Uriah Heep, e uma desbunda chamada "cavalgada" inspirada no solo de guitarra do "child in time" dos Deep Purple.
De resto havia bom gosto na escolha dos temas que apresentávamos em palco, e por isso reafirmo o que venho a dizer há décadas: a qualidade dos grupos de baile regrediu, desde os anos 90 que apenas o que é merdice pimba é tocado nas festas, bailaricos e romarias.
Para exemplo, deixo aqui alguns dos temas que tocávamos, e o pessoal tinha o privilegio de ouvir:
Nights in white satin, July morning, whiter shade of pale, Atlantis, black magic woman, oye como va, smoke on the water, feelings, have you ever seen the rain, and so on...


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